Análise da eficiência energética de inversores com diferentes potências nominais utilizando-se a curva de carga real de uma edificação ribeirinha
Congresso Brasileiro de Energia Solar | 2024 |
VIEIRA FILHO, José de Arimatéia A.; OLIVEIRA, A. L.; SILVA, A. P. S.; TORRES, P. F.; Macedo, Wilson N.
Resumo
Existem várias formas de se conceber os sistemas fotovoltaicos isolados para o atendimento individual, os quais podem atender cargas em corrente contínua, cargas em corrente alternada e cargas mistas (corrente contínua e alternada). Em corrente alternada, a curva de eficiência em relação ao carregamento do inversor e sua potência nominal influenciam diretamente nas perdas do sistema. Embora os manuais dos fabricantes apresentem a referida curva, poucos detalham de maneira prática seus impactos, uma vez que eles operam, geralmente, com baixo carregamento nos casos reais. Diante desse cenário, este trabalho consiste na análise da eficiência energética de inversores de tensão (800, 1500, 2000 e 3000 VA), utilizando-se da curva de eficiência normalizada, em relação ao carregamento, de uma linha de inversores disponível no mercado, e de uma curva de carga real como potência de saída dos inversores para a simulação das respectivas potências de entrada. A curva de carga, com amostragem de dois segundos, foi monitorada por um ano pelo Grupo de Estudo e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas em um sistema fotovoltaico isolado que atende uma família ribeirinha no município de Barcarena, Pará. Concluiu-se, a partir dos períodos de descanso do freezer, que os inversores de maior potência nominal apresentaram uma menor eficiência para uma mesma quantidade de energia demandada. Evidenciou-se também a complexidade em utilizar a redução do consumo como critério de eficiência energética, pois desligar os equipamentos significa reduzir o carregamento do inversor e notoriamente torná-lo menos eficiente.
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